Oooooooooowwn't
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
- Ele: Ei pequena
- Ela: Oi amor?
- Ele: Sabia que eu te quero cada vez mais comigo?
- Ela: Verdade? * sorrir*
- Ele: Sim, quer uma prova disso?
- Ela: Mas o que vai me provar isso?
- Ele: Casa comigo?
- Ela: Ta falando sério?
- Ele: Como nunca falei em toda minha vida.
- Ela: E se você me deixar?
- Ele: Pequena, lembra quando eu falei que com você pela primeira vez?
- Ela: Lembro, o que tem?
- Ele: Eu sabia que você era a mulher da minha vida.
- Ela: *sorrir* - sim !
É quando eu estou mais chata do que o normal, é exatamente naquele momento em que você quer me socar de tanta raiva, que eu mais preciso da sua atenção. De carinho. De romantismo. De dengo, de mimos, de sorrisos, de abraços. De mordidas carinhosas (…) Quando eu não merecer, é quando eu mais preciso de você. Mas eu até que tento te entender, por que me aguentar deve ser foda. Por que até eu as vezes não me suporto. (GarotaBipolar).
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
“Não me aproximo porque, veja bem, sabe lá quem habita a tua solidão. Hesito. Recuo. Me afasto tristíssima. E te imagino em poses e sorrisos, voz grave e cabelos desgrenhados, preso nas minhas fantasias mais loucas e movimentadas. Numa delas sou um bichinho invisível, com asas, que adentra tua casa e te observa em segredo. Faço o contorno do teu corpo todo com os olhos, parada contra a parede do teu quarto, imóvel, enquanto tu te atiras na cama. Cansado. Tu olhas para o teto imaginando mil coisas, memórias, compromissos, desejos, saudades. Te fito com dor. A luz do abajur faz sombra na tua pilha de livros, que folheei um dia e quis pedir emprestado mesmo sabendo que não havia intimidade para pedidos. Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão.”
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